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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Hoje

Há momentos para dor
Há momentos para amar
Há momentos para o passageiro e também para o eterno
Assim como para o finito e para o transbordar

Há momentos para paredes e tetos
Há o tempo dos doentes e dos que lamentam
Também para os que caminham e não acham
Mas igualmente para as Nuvens e para Paz

Existe um tempo para se permitir
Para erros
E acertos improváveis

Hoje este tempo é para você
Ainda que a vida seja um momento Seja quem for
Assim Seja

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Quadroíris

Eu pintaria teus olhos e emolduraria na parede do meu quarto.
Para acordar
olhar
e
me
perder
to
dos
os
dias

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Sexo dos Anjos

Haverá sexo nos mundos de luz?
Essa arte efêmera, potente e fugaz?
Vivemos dicotomias
Entre o humano e o animal
Da matéria a alma

Declino

Não desta forma
O eterno está a quem do passageiro
Nem nesta vida
Que no fim busca o ameno
Nem nas ademais
Não creio que o sexo durará
Tão pouco, pra sempre na vida que já há

Mas, como consolo, por causa do Amor
As almas hão de beijar-se pela eternidade.
E o sublime sexo, embora sublime.
Tão pouco, é tão pouco.

domingo, 13 de novembro de 2016

Água

Difícil segurar a água com as mãos
É como tentar fotografar o silêncio
Eu prefiro fazer evaporar
(Pra condensar de novo)
Seguindo seu ciclo.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Ensaio sobre a tristeza da perda subjetiva.

   A tristeza decorrente dos relacionamentos findados. Distante de querer falar sobre a morte objetiva, a qual graças a Deus desconheço em minhas relações, venho discorrer brevemente acerca da "morte subjetiva" que ocorre em determinados finais de relacionamentos. Há uma defesa dessa "morte", as pessoas que defendem rompimentos perpétuos, as que acreditam ser necessário cortar todo tipo de contato afim de evitar sofrimento e propiciar um ambiente mais arejado para o próximo par romântico. Existem aqueles que defendem o oposto, a manutenção do relacionamento que, antes de um envolvimento amoroso, possui um envolvimento afetivo humano fruto da empatia exercitada, e que se não for mantido essa afetividade seria uma prova notória de que ela nunca existiu, sendo assim apenas um sentimento de posse, algo inferior.
   Apesar da minha predileção para o segundo entendimento, a experiência tem provado que nem todos estão preparados para a manutenção do vínculo afetivo com uma pessoa que deixou de configurar um casal com a mesma. Não faz sentido manter vínculo com pessoas que não respeitam sua atual relação (nem que seja uma nova relação consigo mesmo), que são intolerantes com as diferentes formas de pensar quando o novo namoro ou prática afetiva não segue a mesma filosofia dos anteriores, que faz questão de implantar propositalmente ciúme e desarmonia no outro através de insinuações e fofocas. Essas não são condutas amorosas, na verdade, vindo de ex ou de qualquer pessoa não vale a pena manter esse tipo de relação tóxica com ninguém. É insensato se prejudicar pela intolerância desrespeitosa alheia, vinda de qualquer ponto de vista religioso ou ideológico.
  De outro ponto existe uma crueldade no senso comum, o entendimento de que aliança amorosa é uma relação definitiva, que se rompida exige um afastamento obrigatório e total. A ideia de que o ex parceiro sempre está tentando se aproveitar da carência afetiva dos outros ou está torcendo pro fracasso do ex parceiro com mera finalidade de auto - satisfação medíocre. De fato ocorre muito este proceder, mas precisamos seguir essa lógica? Poderemos transformar relações românticas em amizade fraternal, guardando as boas lembranças embuídas em gratidão ao invés de alimentar com tal ato a tristeza da perda?
  Se houver uma "segunda reciprocidade", acredito que sim.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Memorias

Nem um registro se apaga
tudo é eterno

Não superestimar o futuro
Acreditar na verdade presente
alheia ao presente
Deixar ir o passado, sem mágoa
Crer mais na (des)construção do que na obra
Porque o trabalho final é para o deleite
Mas quem vive é o artesão

E ainda assim
O dia de hoje há de ser vivido
Com a mesma verdade
Como nunca
Sempre e Sempre

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Se tentei falar de amor

Do fundo do ralo, fito
O brilho longe à fora
A vida move o frio
Do chão vil da cova


A cama para as horas
O tempo alheio à pressa
O peso é o que resta
Do seco poço espelho

Eu quis amar com zêlo
E pôr-te ao mar com asas
Fugir da vida raza
E voar verdadeiro

O mundo e seus contextos
O ser e seus contrastes
O amor e seus conflitos
A dor e seus confrades.