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Uma estória de amor anti-romântico, periférico e paraense. Por Alice Abdon

Desculpe o incomodo, preciso falar dele.
Alice Abdon Garcia para Diário.
Conheci ele no mormaço. Essa frase pode parecer anti-romântica se você imaginar alguém tocando fruto sensual numa palafita abarrota de gente aqui em Belém. Mas o brega em questão era aquele lugar que todos as amigos iam nos anos 2013–onde ouvia-se tudo menos brega. Ele era brega. Minha irmã dançava brega. Eu não dançava mas ia acompanhando minha irmã no brega. Ele estava lá. Dançando. Breado. Nunca vou me esquecer: a música era "São amores", da banda Quero mais.
Quando as catirobas fechavam os olhos imaginando amores, ele fazia sinal de arma com a mão pro alto (pei pei pei). Quando ele tremia, elas mexiam o ombrinho. Quando se arredava pro lado, dava topada com elas que se lançavam la de fronte. Os olhos esbugalhados dele, sempre imensos e castanhos, deixavam claro que ela não fazia ideia do que estava fazendo. Foi paixão à primeira vista. Parece que foi tudo tão imenso quero tanto te amar…

Do amor à algumas miudezas, por Diego Santos

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